Um caso bastante delicado e
controverso resultou em processo administrativo e expulsão de um aluno do curso
de Licenciatura em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Wallace Albino da Silva queria o direito de assistir às aulas sem roupa e por
algumas vezes chegou a exibir seu órgão sexual em sala, constrangendo estudantes
e professores. Com sua expulsão justificada pela má conduta e quebra do decoro
escolar, Wallace moveu processo judicial contra a universidade requerendo o
direito de voltar a assistir aulas e alegando problemas mentais, mas o pedido
foi julgado improcedente pelo juiz da 1ª Vara Federal, Magnus Augusto Costa
Delgado.
O ato administrativo que acarretou no
desligamento do estudante de Música foi a conduta tida como desrespeitosa dele
ao abaixar suas calças em meio às aulas de Linguagem e Estruturação Musical III,
ministradas pela professora Amélia Martins Santa Rosa durante o segundo semestre
letivo de 2011. Segundo os autos do processo julgado pela Justiça Federal em 19
de abril deste ano, Wallace Albino aciona o artigo 214, VII do Regimento Interno
da UFRN, dizendo que sua conduta era passível apenas de suspensão de um a 120
dias, não de expulsão como ocorreu, pelo fato ter ocorrido pela primeira
vez.
Outro argumento usado pelo estudante é de que
ele possui problemas psicológicos e dificuldades de integração social
necessitando do apoio da universidade para "seu crescimento pessoal e
acadêmico", segundo os autos. Já a UFRN alegou que o ato foi de alta gravidade e
constrangeu todos os presentes no local. No processo, a professora e outras
testemunhas alegaram que essa não era a primeira vez que o aluno mostrava suas
partes íntimas em sala de aula, outras vezes ocorreram em 2010 e no início de
2011, dando respaldo à decisão da UFRN de desligar o aluno.
Wallace Albino alegou que suas "fraquezas
momentâneas", como nomeia seus atos, não acontecem quando tem aula ministradas
por professores homens ou professoras mais velhas, sendo ofator causador de sua
conduta imprópria a presença de um professora "jovem e bonita". A Justiça
Federal julgou que o autor da ação possui problemas psicológicos mais graves do
que os assumidos por ele e seus familiares, necessitando de acompanhamento
profissional. Contudo, o jovem perdeu a ação por a Justiça considerar sua
conduta incompatível com a vida acadêmica "de modo que ninguém é obrigado a
conviver academicamente com um aluno que exibe sua genitália publicamente,
ferindo totalmente não só as regras da instituição acadêmica, como
principalmente as regras de bons costumes" e deu o caso por encerrado.
A reportagem do Diário de Natal entrou em
contato com a Escola de Música da UFRN para ouvir seu posicionamento sobre o
fato polêmico, bem como a professora envolvida no caso. Amélia Martins preferiu
não se pronunciar como forma de não retomar todo o assunto e os constrangimentos
aos quais se submeteu. O diretor da EmURFN, Zilmar Rodrigues, diz que essa foi a
primeira vez que algo do tipo aconteceu e que a UFRN seguiu conforme prevê seu
regimento interno. Segundo o diretor, a professora denunciou o caso à
coordenação do curso, que o apurou juntamente com a Procuradoria da UFRN e ao
ouvir todas as partes envolvidas e constatar a procedência da denúncia seguiu
com a devida punição, que culminou na exclusão do estudante.
Fonte: DN Online/via Umarizal News RN
Foto: Google



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