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Tragédia de Realengo completa seis meses sem indenização a alunos feridos

Seis meses após a tragédia de Realengo, os 12 estudantes feridos pelo atirador Wellington Menezes ainda não receberam a indenização da Prefeitura do Rio. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, foram feitos, por seis meses, pagamentos de auxílio às famílias dos feridos, mas somente os parentes dos alunos mortos receberam indenização.

massacre ocorreu no dia 7 de abril, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, quando Wellington Menezes, ex-aluno do colégio, matou 12 estudantes e feriu outros 12, se matando em seguida com um tiro na cabeça. A tragédia mudou a vida dos jovens que presenciaram o horror e das famílias dos mortos.
De acordo com a Defensoria Pública, que defende as vítimas do massacre, os casos dos alunos feridos estão sendo analisado individualmente. Segundo o órgão, espera-se que a prefeitura analise todos os casos para que se possa dar início às negociações sobre a indenização.

Enquanto isso não acontece, as famílias sofrem com o descaso e se desdobram para cuidar dos filhos que ainda não se recuperaram completamente dos ferimentos. É o caso de Andréia Tavares, mãe de Thayane, que perdeu os movimentos das pernas após ser atingida pelo atirador.

- Até hoje não tive retorno da prefeitura sobre indenização. No meu caso, a minha filha foi a sobrevivente que mais sofreu sequelas. Eu tive que parar de trabalhar para cuidar da minha filha e, até agora, não vi nenhum retorno da prefeitura.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o pagamento do auxílio às famílias dos alunos feridos foi efetuado durante três meses, a partir de maio deste ano, conforme o estabelecido em acordo feito pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Esse pagamento foi prorrogado por mais três meses e pode ser prorrogado novamente, caso haja necessidade.
As famílias dos alunos mortos já receberam a indenização, após acordo feito com os parentes de cada uma das vítimas fatais.
Recuperação

De acordo com Andréia, a filha está se recuperando bem, mas ainda não superou os traumas causados no dia 7 de abril. Thayane ainda está em uma cadeira de rodas e, por causa da fisioterapia e do acompanhamento psicológico, não tem frequentado as aulas.

- Ela sente muita falta da escola e dos amigos, mas diz que não quer voltar para a Tasso da Silveira porque ainda não conseguiu superar o trauma.

Andréia diz que a filha já consegue movimentar uma das pernas e, aos poucos, está se recuperando. Segundo ela, os médicos dizem que Thayane tem 99% de chance de recuperar todos os movimentos.

Ainda segundo Andréia, os colegas que visitam Thayane dizem que, mesmo com medo, eles não deixam de ir para a escola. Para o diretor da Tasso da Silveira, Pedro Narduck, as crianças superaram bem a tragédia e continuam estudando normalmente.

- Não haverá nenhuma programação especial nesta sexta-feira. Não vemos necessidade de relembrar esse caso. Portanto, será um dia de normal de aula.

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