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Nobel de medicina morreu três dias antes de anúncio do prêmio

Um dos ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 2011, o canadense Ralph Steinman, morreu na sexta-feira (30) aos 68 anos vítima de câncer no pâncreas, apenas três dias antes de o prêmio ser anunciado. A informação foi confirmada pela Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos, onde Steinman lecionava.
"A Universidade Rockefeller está encantada que a Fundação Nobel reconheceu Ralph Steinman por suas descobertas essenciais sobre as respostas imunes do organismo", afirmou em nota o reitor Marc Tessier-Lavigne. "Mas a notícia vem com um sabor amargo, uma vez que descobrimos esta manhã pela família de Ralph que ele faleceu há poucos dias após uma longa batalha contra o câncer. Nossos sentimentos estão com a esposa, filhos e família de Ralph".
O anúncio dos ganhadores do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (3). O prêmio foi dividido entre Steinman e os cientistas Bruce Beutler e Jules Hoffmann.

Pelas regras do Nobel, não são permitidas nomeações póstumas. No entanto, no caso de o vencedor morrer entre a decisão e a premiação, a escolha é mantida.
O presidente do comitê do Nobel, Goeran Hansson, afirmou à agência de notícias sueca TT que o grupo não sabia da morte de Steinman na hora do anúncio, mas confirmou sua escolha como Nobel de medicina de 2011.
"Acabamos de receber a informação. O que podemos fazer agora é apenas lamentar que ele não pôde ter essa alegria", disse.
De acordo com Hansson, o comitê debate como será feita a entrega do prêmio após a morte do pesquisador.
O trabalho
Steinman foi lembrado por ter estudado a segunda etapa da defesa do organismo a ameaças. Em 1973, ele descobriu um tipo de célula chamada de "dendrítica". A presença dessas células faz os linfócitos T - células importantes na defesa do corpo - trabalharem.
Os linfócitos T são as mesmas células atacadas pelo vírus causador da Aids. Quando não funcionam, o corpo das pessoas fica frágil contra doenças oportunistas como a pneumonia e a gripe.
Família
A filha de Ralph Steinman, Alexis, se pronunciou em nota da universidade. "Estamos tocados que os muitos anos de trabalho duro de nosso pai estão sendo reconhecidos com um prêmio Nobel. Ele dedicou sua vida ao seu trabalho e à sua família e ele estaria realmente honrado".
G1.globo.com

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