Sites especializados em finanças são apontados por 39% dos entrevistados em pesquisa do Ibope como principal fonte de informação
Os sites especializados em finanças e de bancos ganharam espaço como fonte de informações sobre fundos de investimentos e outras aplicações financeiras nos últimos seis anos. Em 2005, foram apontados como um dos principais canais por 22% dos brasileiros. Este ano, o percentual subiu para 39%, segundo a pesquisa Radiografia do Investidor, realizada pelo Ibope e apresentada nesta quarta-feira durante o 6º Congresso Anbima de Fundos de Investimento, em São Paulo.
Apesar de ter ganhado importância, a internet ainda perde para os gerentes de bancos, que, embora a tenham diminuído sua fatia, são citados por 43% dos entrevistados como a principal fonte de informações sobre aplicações financeiras.
A participação da internet no momento de decisão de investir em fundos também aumentou. Há seis anos, 12% dos brasileiros apontavam os sites dos bancos como decisivos para o aporte, percentual que subiu para 19% este ano. Os gerentes, que continuam com a maior importância na decisão do investimento, perderam 3 pontos percentuais, passando de 33% em 2005 para 30% em 2011. "Isso reforça o papel da internet no processo de educação do investidor brasileiro," afirma Silvia Cevellini, diretora de atendimento e planejamento do Ibope.
“Apesar da perda de importância dos gerentes, eles continuam sendo o principal canal e não vamos deixar de investir neles,” afirmou Eduardo Jurcevic, superintendente-executivo da Santander Corretora. Segundo ele, o banco acabou de treinar 5 mil funcionários em cargo de gerência de agências para o melhor tratamento ao cliente. “Sabemos da importância da internet e vamos continuar a investir nos dois canais.”
Pelo menos 3,5 milhões de brasileiros investem em fundos
Entre 3,5 milhões e 5 milhões de brasileiros aplicam em fundos de investimentos, sendo que a maior parte é casada, com idade entre 30 e 49 anos. Segundo a pesquisa Radiografia do Investidor, o número de brasileiros que aplicavam nos fundos estava entre 1,6 milhão e 3 milhões em 2005, o que indica que houve um aumento de pelo menos 500 mil pessoas nos últimos seis anos.
Os homens são 64% dos investidores em fundos de investimento, enquanto a classe A, composta por pessoas que têm renda superior a R$ 5 mil, corresponde por 62%. A pesquisa mostra ainda que, em geral, o investidor possui de 2 a 4 fundos e avalia o desempenho de seus ativos diariamente (41% dos entrevistados). Em relação aos valores aplicados, 50% dos aportes são inferiores a R$ 50 mil. Enquanto isso, 12% investem entre R$ 50 mil e R$ 100 mil e 23% aplicam mais de R$ 100 mil.
Sobre as principais vantagens que os investidores veem nos fundos, a segurança fica em primeiro lugar, apontada por 29% dos entrevistados. Em seguida, estão a rentabilidade, com 28%, e a liquidez, com 20. O fator comodidade, que na pesquisa anterior, realizada em 2005, foi apontada por 15% dos investidores, foi citada apenas por 10% em 2011.
Aposentadoria
Os investidores brasileiros em fundos de investimentos também estão relacionando mais a aplicação ao planejamento para a aposentadoria. Em 2005, o uso do dinheiro na velhice era apontado como principal objetivo dos fundos por apenas 5% dos entrevistados pelo Ibope. Este ano, o percentual saltou significativamente para 20%. O principal objetivo, no entanto, continua sendo “ter dinheiro para emergências”, com 32% dos apontamentos.
Fonte: IG Economia


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