As secretarias estadual e municipal de Saúde precisam elaborar um relatório com um raio-x sobre a dengue na capital e interior do Estado, contendo inclusive as providências e necessidades, e encaminhá-lo ao Ministério da Saúde na tentativa de obter aporte financeiro para combate ao mosquito transmissor e tratamento dos doentes. A proposta saiu de uma reunião, na manhã de ontem, entre os secretários Domício Arruda (da Sesap) e Maria do Perpétuo Socorro Nogueira (SMS) com o coordenador nacional de Controle da Dengue, Giovani Coelho.
A visita tem como objetivo um apanhado sobre a situação da doença nos estados. Giovani Coelho comparou a incidência da doença no Rio Grande do Norte com estados da região Norte, como Amazonas e Acre. Para ele, os números da dengue no RN são menores do que os tabulados nos estados do Norte. Mas ressaltou a incidência dos casos casos graves.
“O que chama a atenção do Ministério é a ocorrência de casos graves no Rio Grande do Norte, a maior da região Nordeste. Estes casos são uma preocupação porque podem evoluir para óbitos”. Caberá à Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) a implantação de uma classificação de risco nas unidades de pronto-atendimento, além da contratação de profissionais.
Uma das providências elencadas como necessária é a abertura de novos leitos para atender aos casos mais graves. De acordo com Domício Arruda, a expectativa de abertura de 10 leitos no Hospital Infantil Maria Alice Fernandes, na zona Norte, ocorra na próxima semana. Além destes leitos, até 14 vagas em Unidades de Terapia Semi-Intensiva e Intensiva, serão aberta no Hospital Walfredo Gurgel. O que poderá acontecer em até dois meses.
“Nós estamos fazendo uma parceria mais estreita com a Prefeitura de Natal. Já que o decreto de calamidade existe, a prefeitura poderá contratar emergencialmente pessoal para que possamos abrir a unidade no Walfredo Gurgel”, ressaltou Domício. Quando disponibilizada, a unidade receberá pacientes com os casos mais graves da dengue. O secretário planeja, também para ampliar o atendimento à população com diagnóstico de dengue, o aparelhamento de duas UTIs pediátricas no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.
O intuito é que o Ministério libere verbas para ampliação do atendimento na rede pública, através do aumento dos números de leitos de UTI e clínica médica pediátrica. Os leitos a serem abertos serão regulados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).
Mas o coordenador nacional de Controle da Dengue expressa como fundamental as autoridades locais trabalharem para evitar óbitos nos próximos 60 dias. Esse objetivo tomou boa parte da discussão entre os gestores na manhã de ontem no gabinete do secretário estadual.
O Rio Grande do Norte enfrentará a epidemia da doença por mais 45 ou 60 dias, segundo os gestores. “Os números recentes mostram que os casos estão se concentrando na região metropolitana e em João Câmara, município da região do Mato Grande.
A tendência, de acordo com a série histórica, é que a incidência diminua a partir de agora”, ressaltou Domício. Ele classificou como importante a criação do Centro de Hidratação, pelo Município, para o desafogamento dos atendimentos no Giselda Trigueiro.
Giovani Coelho comentou que as ações de combate e prevenção ao mosquito devem ser permanentes. Ele ressaltou que a falta de estrutura das cidades – irregularidade no abastecimento de água e coleta regular de lixo – são fatores que contribuem para o aumento dos casos. “São problemas que não estão diretamente ligados à Saúde e refletem no aumento da contaminação”.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou ontem, através do Programa Estadual de Controle da Dengue, o mais recente boletim epidemiológico com dados da doença. Desde o início do ano até o dia 14 de maio, foram notificados 13.265 casos de dengue, dos quais 3.686 confirmados. Existem, até o momento, 4 óbitos confirmados. Em todo o Rio Grande do Norte, 77 municípios estão com incidência alta da doença. O município de Natal registrou o maior número de notificações (3.606), seguido de Mossoró (1.599), Parnamirim (1.028), Santa Cruz (535) e João Câmara (529).
Fonte: Tribuna do Norte
A visita tem como objetivo um apanhado sobre a situação da doença nos estados. Giovani Coelho comparou a incidência da doença no Rio Grande do Norte com estados da região Norte, como Amazonas e Acre. Para ele, os números da dengue no RN são menores do que os tabulados nos estados do Norte. Mas ressaltou a incidência dos casos casos graves.
“O que chama a atenção do Ministério é a ocorrência de casos graves no Rio Grande do Norte, a maior da região Nordeste. Estes casos são uma preocupação porque podem evoluir para óbitos”. Caberá à Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) a implantação de uma classificação de risco nas unidades de pronto-atendimento, além da contratação de profissionais.
Uma das providências elencadas como necessária é a abertura de novos leitos para atender aos casos mais graves. De acordo com Domício Arruda, a expectativa de abertura de 10 leitos no Hospital Infantil Maria Alice Fernandes, na zona Norte, ocorra na próxima semana. Além destes leitos, até 14 vagas em Unidades de Terapia Semi-Intensiva e Intensiva, serão aberta no Hospital Walfredo Gurgel. O que poderá acontecer em até dois meses.
“Nós estamos fazendo uma parceria mais estreita com a Prefeitura de Natal. Já que o decreto de calamidade existe, a prefeitura poderá contratar emergencialmente pessoal para que possamos abrir a unidade no Walfredo Gurgel”, ressaltou Domício. Quando disponibilizada, a unidade receberá pacientes com os casos mais graves da dengue. O secretário planeja, também para ampliar o atendimento à população com diagnóstico de dengue, o aparelhamento de duas UTIs pediátricas no Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró.
O intuito é que o Ministério libere verbas para ampliação do atendimento na rede pública, através do aumento dos números de leitos de UTI e clínica médica pediátrica. Os leitos a serem abertos serão regulados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).
Mas o coordenador nacional de Controle da Dengue expressa como fundamental as autoridades locais trabalharem para evitar óbitos nos próximos 60 dias. Esse objetivo tomou boa parte da discussão entre os gestores na manhã de ontem no gabinete do secretário estadual.
O Rio Grande do Norte enfrentará a epidemia da doença por mais 45 ou 60 dias, segundo os gestores. “Os números recentes mostram que os casos estão se concentrando na região metropolitana e em João Câmara, município da região do Mato Grande.
A tendência, de acordo com a série histórica, é que a incidência diminua a partir de agora”, ressaltou Domício. Ele classificou como importante a criação do Centro de Hidratação, pelo Município, para o desafogamento dos atendimentos no Giselda Trigueiro.
Giovani Coelho comentou que as ações de combate e prevenção ao mosquito devem ser permanentes. Ele ressaltou que a falta de estrutura das cidades – irregularidade no abastecimento de água e coleta regular de lixo – são fatores que contribuem para o aumento dos casos. “São problemas que não estão diretamente ligados à Saúde e refletem no aumento da contaminação”.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou ontem, através do Programa Estadual de Controle da Dengue, o mais recente boletim epidemiológico com dados da doença. Desde o início do ano até o dia 14 de maio, foram notificados 13.265 casos de dengue, dos quais 3.686 confirmados. Existem, até o momento, 4 óbitos confirmados. Em todo o Rio Grande do Norte, 77 municípios estão com incidência alta da doença. O município de Natal registrou o maior número de notificações (3.606), seguido de Mossoró (1.599), Parnamirim (1.028), Santa Cruz (535) e João Câmara (529).
Fonte: Tribuna do Norte


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